Isailton Reis e Andrea Viana Papo Psique


10/08/2009


 
 

Homens e Mulheres: conhecer as diferenças pode aproximar.

 

Livro - Por Que Os Homens Fazem Sexo e As Mulheres Fazem  Amor?As cinco linguagens do amor
Estes dois livros de leitura rápida e fácil, apensar de profundas, indicamos para leitura a dois.
No livro, Por que Homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, destaca-se alguns dados científicos. Mostra as diferenças entre homem e mulher considerando aspectos biológicos e da evolução da espécie humana. O importante na leitura é demonstrar que estas diferenças não inviabiliza a vida a dois. Assim, conhecer as características de cada sexo é passo para um entendimento na relação. Já o livro As cinco linguagens do amor, mostra que temos diferentes formas de perceber o amor. As formas apreendidas são frutos de nossa experiência de vida, vivida junto aos nossos pais desde a tenra idade. Assim, quando nos unimos a alguém em um lar levamos conosco algumas expectativas, e linguagens de amar que nos marcaram. Destaca-se assim, cinco linguagens: Palavras de afirmação; Tempo de qualidade; Presentes; Atos de serviço e Toque físico. Entender a linguagem da pessoa amada é caminho para melhor expressar o amor.
As leituras deixam uma importante mensagem: A felicidade conjugal, pode ser construida com o respeito amoroso as diferenças.

Categoria: Livros e Revistas
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 16h10
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Psicanálise aplicada as instituições: O comportamento empreendedor

Neste fim de semana, tivemos um módulo muito interessante sobre a psicanálise aplicada às instuições. Neste contexto, exponho aqui um texto escrito por mim, elaborado para servir de base à palestra de mesmo nome que tive o prazer de ministrar como parte dos festejos do dia dos pais no colégio de nossa filha. Destaco, como discutimos em sala, que este empreendedor falado, é um ser humano com um insconsciente, objeto de nosso estudo como psicanalista. Então vale refletir um pouco sobre o que é "cobrado" a ele como comportamentos adequados à vida no mundo das instituições.

 

 

 

EMPREENDER: UMA ATITUDE PARA VIDA...

 

Sempre é bom refletir sobre o empreendedorismo. Neste contexto, refletir sobre a figura central que é o empreendedor. Estou cada vez mais convencido que empreender é uma atitude para vida. Podemos dizer que empreender é uma atitude pessoal de assumir o rumo de sua vida.

 

È bom falar da vida, pois para mim não há algo mais mágico e um presente tão bom, quanto viver. E quando falo da vida aqui me refiro a todos momentos, sejam, eles bons ou ruins, como previamente, avaliamos. E para quem acredita na vida eterna, melhor fica esta percepção de como é bom viver...

 

Mas, retornando a questão do empreender, vemos que se observamos pelo lado dos negócios e destacarmos, por exemplo, um país como o nosso que em pesquisa realizada pela GEM – entidade internacional que pesquisa o empreendedorismo no mundo – no ano de 2007, figurávamos como o 9º país mais empreendedor no mundo, a frente inclusive, de países como Estados Unidos e Japão. Considerando que hoje temos um número de cerca de 6 milhões de negócios formais e quase 11 milhões de negócios formais e que este número cresce a cada ano, pode-se indagar: quantas vidas hoje, dependem em nosso país, destas iniciativas empreendedoras de montar um negócio?

Se observarmos o outro lado da história do empreender, podemos pensar então nas chamadas pessoas empreendedoras. Peço agora que pensem em uma conhecem...

Guardo a certeza que os pensamentos podem ter levado para algo que ela tenha montado, como um negócio ou a realização de um sonho qualquer, mas com certeza, se forem descrever um pouco da história desta pessoa que pensaram, vão se ver detalhando a forma diferente que ela se comportou, a forma como desenvolveu uma atitude perante a vida.

Neste contexto, gosto muito de citar a história do Pianista Brasileiro João Carlos Martins, que em tendo um sonho e um amor pela sua atividade, apesar de várias dificuldades que viveu em sua carreira: perdendo movimentos em suas mãos por problemas de saúde, ainda continua de forma persistente atuando na música agora como maestro (é uma boa bibliografia a ser lida, recomendo...).

Cito João Carlos Martins, para parafrasear o professor Fernando Dolabela, que define o empreendedor como “ alguém que sonha e tenta transformar o seu sonho em realidade”. Esta concepção, nos faz entender que todos somos potenciais empreendedores. E que existe empreendedor em todas as áreas da atividade humana; que o empreendedor é um ser humano normal; que o empreendedor é mobilizado pela realização; mas que acima de tudo ele se comporta diferentemente de outras pessoas.

Nesta linha de raciocínio, estudos foram desenvolvidos para identificar o que levava algumas pessoas a se destacar em relação às outras e observou-se que a diferença estava em alguns comportamentos. Demonstrou-se então, que o empreendedor tem características específicas como: Busca de Oportunidades e Iniciativa; Correr Riscos Calculados; Exigência de Qualidade e Eficiência; Persistência; Comprometimento; Estabelecimento de Metas; Busca de Informações; Planejamento e Acompanhamento Sistemáticos; Persuasão e Rede de Contatos; Independência e Autoconfiança.

A primeira vista pode parecer coisa de super-homem, mas a história dos considerados empreendedores tem demonstrado que não é. Primeiro cabe destacar que haveremos de ter mais umas do que outras características. Mas principalmente, como se trata de comportamento, costumo destacar de que é possível, pois comportamento se aprende. Mas, para que isso ocorra, cabe tomar a atitude de praticá-los. Além disso, cuidar-se contra os pensamentos negativos e entender, como disso Chico Xavier, que: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim...”. Ou seja, sempre é possível começar um nova história.

Por outro lado, na prática empreendedora, também chamo atenção para a frase de Jesus de Nazaré que diz: “De nada adianta a um  homem ganhar o mundo se perder a sua alma”. Entendo que mesmo em frente a todas as demandas de nossa moderna sociedade para sermos empreendedores, modernos, antenados, está na moda e responder as demandas do mercado que tem os seus parâmetros para medir nossa competência; nada justifica perdermos nossa essência, como seres humanos. Valores básicos, como amor ao próximo, respeito aos mais velhos, amor a Deus, sinceridade, ética, respeito a si e  a importância da família... Nada disso pode ser negligenciado pelo praticante de atitudes empreendedoras (sugiro aqui assistirem ao filme Click)

 

Assim, como destacamos, a atitude de empreender é algo que se aprende, pois são comportamentos. Nesse sentido, não temos como deixar de falar sobre dois importantes atores sociais que são os pais e professores. Estes atores são muito importantes, pois todo empreendedor tem seu conjunto de referências, pessoas que lhe influenciam e aí nada mais próximo que seus pais. E quanto aos professores cabe destacar o seu importante papel no perfil do empreendedor no que se referente ao conhecimento, importante para suas atitudes empreendedoras.

Para estes, não tenho como definir tipos de comportamentos, pois parafraseando belchior:  “...ainda sou estudante da vida que eu quero dar.” E até se já tivesse aprendido o bastante, cabe lembrar: “Quando achamos que sabemos todas as respostas, vem a vida e muda todas perguntas” (Autor desconhecido). Convido então, à algumas reflexões, nestes papéis de criar empreendedores. Deixo aos pais as seguintes interrogações: 1) Como tem ouvido ou perguntado sobre o sonho de seus filhos? 2) É melhor dar exemplo ou dizer: Faça o que mando, não faça o que faço? 3) É bom está próximo para influenciar ou deixar o mundo ensinar? 4) É melhor orientar dando os limites ou querer ser o Brother dos filhos?. Como professores poderíamos refletir: 1)  Há espaço para discutir oportunidades empreendedoras nos assuntos de português, matemática, biologia, história etc? 2) O espaço de sala de aula é só para teorias ou pode ser usado para práticas empreendedoras? 3) “ ... O que é mais inteligente: o livro ou a sabedoria”?

Após estas reflexões é bom destacar novamente que as práticas empreendedoras, não ocorrem por acaso, faz-se necessário tomar atitude. Lembrando sempre, que atitute gera atitude e estas movimentam a vida.

Por isso, ratifico: EMPREENDER É UMA ATITUDE PARA VIDA.

Categoria: Teoria psicanalítica
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 15h13
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27/03/2009


 
 

Em busca de uma prática embasada

 Além dos conhecimentos adquiridos sobre Lacan, objeto de nosso estudo no último módulo, gostei muito do que foi levantado pela facilitadora do módulo - Sonilda - nos encorajando ao paciente piloto. Gostei, sobre o aspecto colocado de que a nossa atuação como bons psicanalistas se fará na construção da prática, mas por outro lado, da importância de buscarmos nos embasar para esta prática, destacando aí a responsabilidade que devemos cultivar agora em relação aos nossos estudos e concepções teóricas.

Este livro de Zimerman, desde os seus primeiros capítulos destaca que existem diferenças consideráveis na técnica análitica, por conta dos distintos referenciais teóricos e técnicos das escolas do pensamento psicanalítico, como também, por conta das singulares características pessoais de cada terapeuta. E enfatiza:"o que importa é que tudo que o que sabemos de psicanálise - teoria ou técnica - vem da clínica e tudo que ainda devemos aprender e transformar, necessariamente virá da prática clínica."

Janela aberta então, para construirmos nossa prática clínica, observando, estudando e avaliando, no entanto, as concepções teóricas que embasam nosso saber para podermos assim, mesmo utlizando-se de conceitos construidos há tempos - e renovados ao longo da história psicanalítica - atuarmos de forma coerente com nossa contemporaneidade.

Neste contexto acredito que as técnicas desde livro/manual muito contribuirão com este construir...

Categoria: Técnica psicanalítica
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 17h37
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19/03/2009


 
 

Construindo nossa forma de atuação.

 

Livro - Os desafios da terapia - Reflexões para pacientes e terapeutasOs Desafios da Terapia - Reflexões para pacientes e terapeutas - Não costumamos falar muito sobre um livro antes de uma leitura mais detalhada... aqui já falamos sobre este livro do Psiquiatra americanos Yrvin Yalom. Mas, começamos nesta semana a nos debruçar sobre os capítulos desta obra e resolvemos destacar aqui, não para já avaliar como um bom livro, mas para  incentivar os colegas a dar uma lida também, pois já começamos a ver um material muito bom para nossa prática como psicoterapeutas. Temos lido também, nesta linha, o brasileiro David Zimerman que ao nosso ver é mais Freudiano que o Yrvin e tem também uma boa contextualização sobre o a nossa prática psicanálitica. Mas, ratificamos que a leitura do Desafios da terapia, pode auxiliar nosso debate sobre a praxis do psicanalista. O livro apresenta dicas para nossa atuação e é resultado da prática de uma atividade de 45 anos de psicoterapia do autor, o qual a denomina como Psicoterapia Existencial. Na nossa visão, não foge da linha Freudiana. Ratificamos ser uma boa leitura para alimentar os nossos debates.

Categoria: Técnica psicanalítica
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 10h10
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Ensaio sobre a Cegueira 2

Livro - Ensaio Sobre A Cegueira

Assim como o o filme, o livro me fascinou... além do conteúdo que nos leva a pensar, como disse anteriormente, sobre nossa atual cegueira, a forma de escrita de Saramago é empolgante... Vê-se, o merecimento do prêmio Nobel. Ainda me interrogo, sobre o porque de ter ficado apenas uma pessoa - a mulher do médico - com a visão... Mas, no último parágrafo do livro a questão: quem realmente está cega, os cegos ou a mulher que enxergava? Boa leitura a todos!!!

Categoria: Arte Cultura e Lazer
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 09h13
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22/02/2009


 
 

Revista Psique de Janeiro

O primeiro número do ano da revista psique. Como o tema psicanálise e sociologia está fresco em nossa mente, destacamos aqui uma entrevista feita com a psicanalista Maria de Fátima, onde a mesma defende a psicanálise sem exclusão social. Neste aspecto, deixa claro inicialmente que a característica de ser excludente não é específio da psicanálise e sim, algo mais profundo, enraizado em um sistema - o capitalista - que por si só, carrega esta marca, levando consigo inclusive aquelas ações/Serviços - e aqui se insere a psicanálise - que atuam em seus meadros. No decorrer desta entrevista a entrevistada, posiciona a psicanálise como ao alcance de todos, óbvio que faz-se necessário alguns ações sociais, mas destaca que para utilizá-la a pessoa precisa querer, ou seja, precisa ser afetado por ela. Concordo pois sabemos que ao se decidir por sessões no divã o indivíduo precisa está imbuido se engajar na sua auto-análise. Vale a pena ler a entrevista completa...

Através deste número da revista conheci também dois bons espaços vituais, vejam:

http://www.psiquecienciaevida.com.br - É o site da revista, tem espaço para discussão.

http://www.universodoconhecimento.com.br - Site interessnte com diversos videos sobre a área de psicanálise.

 

Categoria: Livros e Revistas
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 03h42
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Samba Carioca

Sou um apaixonado pelo carnaval carioca... no ano passado tive o prazer de assistir ao desfile do grupo especial das escolas do Rio, lá  no sambodromo e foi muito bom...realizei um sonho antigo... este ano fiquei em casa e já estou me preparando para assistir pela tv. Apesar dos exageros daqueles que extravassam seus sonhos, liberando suas líbidos de forma exagerada - falo aqui do exagero no nu - vejo também o desfile como uma aula de cultura. Neste ano de 2009 por exemplo, teremos um show de história e cultura... escolas falarão sobre Guimarães Rosa e Machado de Assis; sobre a Bahia; sobre o tambor; sobre o teatro municipal do Rio; sobre a revolução Francesa; sobre as sereias; sobre a história do banho, entre outros... Mas como sou Mangueirense, destaco o samba da Estação primeira de Mangueira que vai falar sobre as raças que formam o povo brasileiro, o samba está lindo...

Bem, mesmo quem não goste, sugiro uma olhadinha psicanalista - rsrsrs - e a análise (por que não???) das expressões artísticas dos sonhos de muitas "psiques", comandada sempre por um carnavalesco... bom carnaval para todos!!!! detalhes sobre o assunto ver o site http://liesa.globo.com

 

Categoria: Arte Cultura e Lazer
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 03h16
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Psicanalise preventiva

Livro - Criando Meninas Sinceramente, "ainda" não sei se existe este termo - psicanálise preventiva - e estudos sobre o assunto, mas acredito que estar atento a algumas atitudes no processo de educação de um filho é importante para evitar algumas marcas que podem no futuro só serem "resolvidas" em um divã...  Este livro da psicológa alemã Gisela Preuschoff , dá importantes dicas para esta importante e responsável tarefa que é ser pai e mãe... Dentre as diversas colocações feitas pela autora, destacamos:

- "Cada criança é única, ela vem ao mundo com uma personalidade inconfundível, mas é moldada também pelo ambiente."

- Não podemos mudar as crianças de acordo a nossa vontade. Nós como pais, temos a felicidade de poder acompanhá-las.

- As crianças julgam os pais pelos exemplos dados por eles.

- A menina sente o amor dos pais, sabendo que os pais cuidam dela, manifesta interesse pelo o que está fazendo.

- Comparações não motivam as crianças e sim as desmotivam.

- Meninas não devem brincar só de boneca. Outros brinquedos lhe auxiliarão no desenvolvimento da criatividade.

- A presença de um pai em casa, permite a filha a chance de experimentar a convivência com homens. O pai é o primeiro homem na vida da filha

- Às mães que trabalham ou desejam trabalhar, há vários aspectos a considerar ao decidir sair de casa...  No entanto,  há uma receita simples: somente pais felizes, tem filhos felizes... então, se a mãe tem um perfil de amor pelo trabalho, é preverível ir ao tabalho e ter um boa babá do que está infeliz ao lado da filha. 

Bom, um bom livro para auxiliar no nosso papel de pais... destaco, apenas que a autora as vezes exacerba na defesa de atitudes dos pais que afirmem o posicinamento da mulher, ou seja, exagera no feminismo... mas como é a opinião dela e pode ter haver com sua história de vida...

Em resumo, não há receita para criação de filhas, mas, a atenção, amor, proximidade e atitudes que transmitam confiança nelas, utilizando-se não de regras mas, da espontaneidade natural dos pais, é caminho certo para formação de homens e mulheres mais "resolvidos".

Categoria: Psicanálise e Crianças
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 01h41
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21/02/2009


 
 

Bons filmes

Assistimos recentemente 03 bons filmes, que valem a pena conferir...

1 - Ensinando a viver - Conta a história de um menino que vive um mundo de fantasia, sonhando ser de outro planeta e é adotado por um escritor que teve uma mesma fantasia na infância.  Fazendo uma análise psicanalista, pode-se observar uma criança que face ao abandono por parte dos pais, criou então, o seu mundo... por outro lado, há também uma mensagem de aceitação ao jeito de ser do outro.

2 - Divã do amor - Pelo nome nem precisa dizer que tem a ver com o nosso saber... o destaque fica por conta do psicanalista que é um freudiano ortodoxo...o filme tenta mostrar que a relação amorosa iniciada pelo analisando foi mais importante para o seu processo de "cura" do que as sessões de análise... analisem..

3- A vida dos outros - Este, um premiado filme alemão. O que mais nos emocionou... mostra  como a arte - e neste caso, a música - pode mudar a atitude de um homem. Um capitão da radical polícia alemã oriental na época da guerra fria, ao vigiar os passos de um artista... aflora então um inconsciente sensível... assistam... vale a pena... particularmente, gostaria de pontuar que sou partidário da musicoterapia.

Categoria: Arte Cultura e Lazer
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 23h22
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10/02/2009


 
 

Psicanálise e Sociologia

Gostamos muito do tema do último módulo do curso: PSICANÁLISE E SOCIOLOGIA.

Tendo a Psicanálise como objeto de estudo, a psique humana e  a Sociologia, as interações humanas em sociedade, podemos de antemão perceber uma forte relação entre essas duas ciências. O homem estudado/analisado em sua sigularidade psicológica, sofre influencias da sociedade onde se inseri, o que lhe faz constituir suas concepções e conflitos existenciais. De forma inversa, suas concepções, conflitos e ações inconscientes, influenciam o meio em que vive.

Acreditamos que a ponte  entre a sociologia e a psicanálise nos dá subsídios para entender as pessoas que iremos analisar de uma forma mais ampla. Ou seja, os relatos por nós ouvidos, traduzem os conflitos psiquicos, mas com influências do ambiente onde este individuo se insere. Pode-se perceber claramente que a causas que levam as pessoas a uma sessão de psicanálise hoje, não são as mesmas dos tempos de seus primordios, e  com certeza, as mudanças sociais tiveram uma grande influência nisso.

Por outro lado, traz a tona, dois aspectos no papel do psicanalista: primeiro, a necessidade de estar antenado as atuais mudanças da sociedade e como estas estão influenciando o comportamento individual. Segundo, a responsabilidade ética que deve ter no setting analítico, ao ser um instrumento da reestruração do ego, pois os comportamentos dos analisandos refletirão conseguentemente na sociedade onde atuará, após levantar do divã.

Categoria: Teoria psicanalítica
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 16h32
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31/01/2009


 
 

Filme Ensaio sobre a cegueira

Sinopse: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.

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Não poderia deixar de citar aqui neste espaço - e aí inaugurando esta categoria que apelidei de arte e cultura - este filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meireles, o mesmo de Cidade de Deus e o Carteiro e o poeta, entre outros. Está baseado no romance de mesmo nome do prêmio Nobel de Literatura 1998, José Saramago, escritor português. A análise do filme traz a tona vários questionamentos, dentre eles - e para mim o principal: QUAL NOSSA CEGUEIRA ATUAL?. Frente a um mundo de concepções pós-modernistas; da vanguarda do conhecimento; da vida hi-tech, a nossa cegueira nos impede de ver o quanto afetamos nossa sociedade  ou nos impede de ver o colapso em que se encontra nossa "civilização"? Não sou pessista, nem "catastrofista" frente a realidade e perspectivas da vida, mas acredito que a percepção - e aqui podemos chamar de enxergar - é a chave e passo inicial para mudança da realidade. Aliás, o processo de evolução mental, preconizado pela psicanálise, começa por uma auto-percepção.

Outro aspecto a ser avaliado é o quanto fica-se vulnerável, ao perder um fio -  importante - de contato contato com a realidade: a visão.

Na trama, uma mulher consegue VER - não está cega- Mas, acredito que marca a vida de algumas pessoas não porquê as ver, mas por que repara(enxerga) as suas necessidades...

Por fim, indico como uma bela obra cinematográfica, que nos fará filosofar sobre nossas realidades...

Categoria: Arte Cultura e Lazer
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 17h40
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Leituras para estudo

Alguns livros que estão nos auxiliando nos nossos estudos:

1 - Noções básica de psicanálise - Charles Brenner. Um bom livro para leitura introdutória. Todas as concepções teóricas que temos discutido até a disciplina psicanálise IV, são discutidas no livro.

2 - Para compreender Freud - Gastão Pereira. Livro da década de 70 escrito por um importante divulgador da obra de Freud no Brasil. Tem o mesmo perfil do anterior.

3 - Freud para iniciantes - Richard Osborne. Para intodução aos principais conceitos e histórico da psicanálise de forma lúdica. O livro é apresentado em quadrinhos.

4 - Quando Nietzsche Chorou - Yrvin D. Yalon. Um romance que mostra ( apesar de ter algumas passagens/relações não verídicas) o nascimento da psicanálise. Ótima leitura para uma introdução ao contexto de criação da psicanálise. Idicamos também ao Filme de mesmo nome que retrata fielmente o relato do romance.

5 - Mamãe e o sentido da vida, histórias de psicoterapia - Irvin D. Yalon. Do mesmo autor de Quando Nietzsche Chorou, este livro traz alguns casos clínicos acompanhados pelo psiquiatra Irvin Yalon. Uma leitura pode nos ajudar a construir nossas práticas na relação com o analisando.

6 - Dicionário de Psicanálise-Elisabeth Roudinesco e Vocabulário de psicanálise Lanplace e Pontalis. Importantes fontes de consulta de significados de diversos termos da área. Uma característica importante desta duas obras é que além de apresentar os significados dos termos há uma contextualização dos mesmos, permitindo assim maior aprendizado.

7 - Freud, uma vida para nosso tempo - Peter Gay. Uma Biografia de Freud. Relata alguns importantes detalhes da vida do Pai da Psicanálise.

8 - Manual de Técnica Psicanálitica - David Zimerman. Nesta obra o renomado psicanalista da Associação de psicanálise de Porto Alegre, divide algumas técnicas usadas por ele nos seus 40 anos de aplicação da técnica psicanálitica.

9 - Psicanálise em perguntas e respostas - David Zimermarn. Em forma de perguntas e respostas a proposta do livro é desvendar verdades, mitos e tabus. Bom para consultas rápidas como tira dúvidas.

10 - O Livro de ouro da psicanálise - Uma coletânea que mostra um histórico do pensamento psicanalítico contextualizando as diverentes escolas, desde Freud.

11 - Os desafios da terapia - Yrvin D. Yalon. Do mesmo autor de Quando Nietzsche chorou. Tenho gostado muito dos livros deste Psiquiatra Americano, pela linguagem que utiliza. Nesta obra, a proposta é dar dicas para Psicoterapeutas e pacientes sobre o processo da terapia. Cabe destacar que algumas técnicas utilizadas por ele, recebem críticas de outros profissionais. Assunto que podemos voltar a discutir.

Dependo do foco que estejamos estudando no momento, são bibliográfias importantes.

Aproveitamos para deixar este espaço aberto para novas indicações de livros que podem nos auxiliar

Categoria: Livros e Revistas
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 15h42
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27/01/2009


 
 

Aprender assistindo

Uma boa dica para quem gosta de cinema e está , como nós, estudando psicanálise . Ainda não  lemos, mas pela entrevista e título gostariamos de sugerir...

psicanalista vai ao cinema II

Está nas livrarias o mais recente livro do psicanalista e escritor Sérgio Telles, membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. O psicanalista vai ao cinema II, lançado pela Casa do Psicólogo, reúne textos curtos sobre 26 filmes de diretores europeus, brasileiros, norte-americanos e latino-americanos.  Veja a entrevista do autor, extraída do blog da redação da revist Mente e cérebro.

Mente&Cérebro – Cinema e psicanálise são contemporâneos, ambos subvertem o tempo cronológico e suscitam reflexões que fogem à linearidade. Quais outros paralelos e relações o senhor vê entre essas duas práticas, esses dois olhares?

Sérgio Telles – Penso que a psicanálise tem uma grande proximidade com a arte na medida em que ambas procuram simbolizar, criar sentidos e formas a partir de estados mentais obscuros e incompreensíveis. Por vias diversas, a arte e a psicanálise proporcionam ao homem um inestimável conhecimento sobre si mesmo, ampliando a percepção de seu mundo interno e de suas relações com o outro. É sob esta perspectiva que vejo a relação entre cinema e psicanálise. Além do prazer estético específico que somente elas nos podem proporcionar, as estruturas narrativas ficcionais da literatura e do cinema oferecem ao psicanalista uma fonte inesgotável de conhecimento. O cinema, mais até do que a literatura, estabelece uma imediata familiaridade com todo e qualquer espectador devido a sua grande semelhança formal com os sonhos, que, como sabemos, é via regia para o inconsciente.

M&C – Como e quando descobriu o cinema em sua vida? Qual sua relação afetiva com o cinema?
Sérgio Telles – Provavelmente como a grande maioria das pessoas da minha geração, desde muito cedo fui levado ao cinema e ele sempre foi fonte de grande prazer. Morando em Fortaleza nos anos 50, antes da chegada da televisão, o cinema, além de entretenimento extraordinário, era uma janela aberta para o grande mundo lá fora.
 
M&C – Não raro, pacientes fazem referências e associações que remetem às tramas dos filmes. O cinema tem permeado sua prática clínica? De que maneira?
Sérgio Telles – Os pacientes nos relatam suas vidas, suas preocupações, seus medos, suas angústias, seus sonhos, seus amores e ódios, seus desejos sexuais, suas loucuras. Esse relato, que é feito em ritmo de associação livre, usa de todo o repertório cultural próprio a cada paciente. É claro que aqueles que gostam de cinema frequentemente se identificam com personagens e situações expostas nos filmes e incluem tal material em seus relatos, proporcionando ao analista mais elementos para sua compreensão.

M&C – Como onde surgiu a idéia de produzir livros O psicanalista vai ao cinema I e II ?
Sérgio Telles – Acho que o cinema é excelente meio para divulgar a psicanálise e foi com este intuito que escrevi estes livros. Penso ser a esse um dever de todo psicanalista, especialmente num momento como este que atravessamos, no qual a descoberta freudiana do inconsciente é totalmente desconsiderada e relegada a um segundo plano, considerado uma  “velharia” frente a novos produtos como o cognitivismo.

M&C – Qual seu critério para selecionar os filmes?
Sérgio Telles – Escolho aqueles filmes nos quais o enredo privilegia os conflitos psíquicos internos dos personagens, fazendo com que suas manifestações inconscientes aflorem, criando situações que me estimulam a produção de interpretações e construções psicanalíticas. Supostamente o espectador deveria se identificar com tais personagens e situações, realizando uma catarse, como Freud descreveu ao analisar a reação da platéia ao assistir Edipo Rei, de Sófocles. Mas, tal como naquela ocasião, isso se dá sem que o espectador entenda seus motivos. Ao propor-lhe uma interpretação, da mesma forma como Freud nos proporcionou, gostaria de aumentar a compreensão do leitor tanto da obra como de si mesmo.

M&C – Acredita que seus textos poderiam ser usados na prática terapêutica (em grupos, instituições etc.)? De que maneira?
Sérgio Telles – Algumas vezes fui abordado por professores de psicologia que me disseram usar o livro em suas aulas como ilustrações da teoria, o que me deixou muito feliz.

M&C – Seria possível escolher três entre seus filmes preferidos e dizer por que os prefere?
Sérgio Telles –
É uma difícil escolha, mas no momento me vem à mente todos os filmes de Peter Greenaway e de David Lynch. Eles me proporcionam um grande prazer intelectual ao me obrigarem a encontrar um sentido naquilo que seria mais fácil desprezar como sendo de impossível compreensão. Refiro-me especificamente ao Inland Empire, o último filme de Lynch.

 

Adquirimos... Assim que lermos mandaremos notícias e dicas.

Categoria: Livros e Revistas
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 23h14
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16/01/2009


 
 

Revista Mente e Cérebro

 Edição de Dezembro 2008

Importante publicação na área de Psiquiatria, psicanálise e neurociência, a revista Mente e Cérebro do mês de Dezembro de 2008, está recheada de assuntos importantes para a nossa formação, dentre as matérias de destaque, estão:

Mentes Turbinadas, que trata dos pós e contras do uso de medicamento para melhorar o desempenho intelectual.

Outra matéria - Crianças Rebeldes - fala sobre como lidar com crianças com acesso de mau humor, destacando que apesar de alguns casos ser algo comum do estágio de desenvolvimento, cabe aos pais, ficarem alerta, para uma possível procura de um profissional nos casos de excesso deste comportamento.

A matéria de capa - Sono e memória -  mostra a importância do sono para nossa vida intelectual, destacando que quando dormimos, o cérebro processa e seleciona informações, além de encontrar soluções para alguns problemas vividos durante o período de vigilia.

Mas, a matéria que mais me chamou a atenção é a - Novas Fronteiras da psicoterapia - que trata de como os resultados da psicoterapia está sendo comprovado pela neurociência, através do neuroimageamento. Trata-se de uma técnica que permite observar através de imagens do cérebro, alterações ocorridas nos diversos circuitos cerebrais, oriundos da psicoterapia. Essa importante tecnologia, ratifica claramente a recíproca relação entre as funções (aqui inseridas as emoções) e anatomia cerebral. Desta forma, apesar de recente, ela vem, ajudar a escrever novas páginas nas classificações fechadas que distanciam o tratamento dos disturbios neurológicos, psiquiatrícos e psicológicos, contribuindo para fortalecer a visão integrativa do funcionamento do sistema nervoso. Por outro lado, reforça o papel e a responsabilidade da atuação do psicanalista, como importante ator na atividade de compreensão holística dos processos mentais. " As pesquisas mostram, por exemplo, que a evocação de memórias traumáticas, pode alterar o funcionamento de circuitos neurais de determinadas regiões do cérebro". Por fim, cabe lembrar que se Freud, aqui ainda estivesse, veria que não foi em vão, sua tentativa incial de mostrar as observações clínicas dos processos mentais em termos neurológicos; Só desistindo por entender que as ferramentas na sua época, não o permitiam.

Categoria: Livros e Revistas
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 23h45
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Psicanálise e Crianças

Discutir psicanálise em crianças é a proposta desta categoria. Uma homenagem a nossa filha e ao nosso papel de pai e mãe.

Categoria: Psicanálise e Crianças
Escrito por Isailton Reis e Andrea Viana às 10h42
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